
Câncer de pele: sintomas e tratamento!
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020, os números de câncer de pele no Brasil aumentaram. Essa doença de pele corresponde a 27% de todos os tumores malignos no país, sendo os carcinomas responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. O objetivo do Dezembro Laranja — Campanha Nacional de Prevenção de Câncer de Pele — é conscientizar as pessoas sobre a importância dos cuidados prévios e informar sobre possíveis sintomas e tratamento.
O câncer de pele tem maiores chances de ser curado quando detectado precocemente. Ele ocorre com o crescimento anormal e descontrolado das células da pele. A doença é dividida em dois grandes grupos: os melanomas e carcinomas. Para entender melhor os tipos, conferir os sintomas e dicas de prevenção, leia o conteúdo até o final.
Câncer de pele: entenda o que é carcinoma e melanoma
Os carcinomas são os tipos de câncer de pele mais comuns e representam cerca de 95% dos tumores malignos de pele. Eles são divididos em carcinoma basocelular, o mais comum e menos agressivo, e o carcinoma espinocelular, sendo este mais grave. As causas dos carcinomas estão relacionadas à exposição aos raios ultravioletas (UV) durante a vida e eles aparecem com maior frequência em pessoas de pele clara. Os principais sintomas são as asperezas na pele e pequenas feridas que não cicatrizam.
Como a doença ocorre devido à exposição solar, ela aparece em áreas mais expostas aos raios, como rosto, orelha, cabeça, ombros, mas podem aparecer em outros lugares também. Há alguns fatores de risco, como pessoas com a pele clara, mais de 50 anos de idade, excesso de exposição solar sem proteção, histórico familiar com o câncer e imunidade baixa.
O melanoma é menos frequente, cerca de 5%, porém é mais agressivo. Ele tem origem a partir de melanócitos, que são as células responsáveis pela produção de melanina que dá cor à pele. Nesses casos, esse câncer se manifesta com pintas escuras. O melanoma também tem causa associada à exposição do sol, mas tem forte influência genética. Alguns fatores de risco, além dos já citados, são: o bronzeamento artificial, grande quantidade de pintas no corpo e olhos, pele e cabelos mais claros.
O melanoma pode aparecer na pele saudável, sobre pintas existentes ou sinais de nascença. Nesse caso, a área não necessariamente é exposta ao sol e muitas vezes acomete pessoas mais jovens. Há ainda outros tipos de câncer de pele mais raros que atingem outras células, como o tumor de células de Merkel, sarcoma de Kaposi, linfoma de cutâneo de células T (câncer do sistema linfático que pode atacar a pele), carcinoma sebáceo (surge nas glândulas sebáceas) e carcinoma anexial microcístico (tumor das glândulas sudoríparas).
Como prevenir o câncer de pele?
Para prevenir o câncer de pele, é extremamente importante que você evite exposição solar sem proteção. O recomendado é utilizar filtro solar, FPS no mínimo 30, diariamente. Lembrando sempre de reaplicar pelo menos duas vezes ao dia. Além disso, é fundamental evitar o sol entre o período de 10h às 16h, que são os momentos com maior incidência de UVA e UVB. Sabemos que a exposição ao sol é importante para o estímulo da fabricação da vitamina D, porém, 15 minutos ao sol no período antes das 10h já são suficientes para essa manutenção.
Sempre que precisar ficar exposto ao sol por longos períodos utilize chapéus, bonés e roupas de proteção e lembre-se que a exposição contínua ao sol também causa o envelhecimento precoce. Por isso, mantenha a pele hidratada. Também é importante conhecer a sua pele e fazer o acompanhamento de machucados que não cicatrizam e pintas que chamam atenção de modo a evitar o melanoma.
Nesse caso, ao encontrar algumas características da regra ABCDE, o mais indicado é consultar-se com um dermatologista. Você deve analisar:
- Assimetria, quando um lado da pinta é diferente do outro;
- Bordas irregulares, quando o contorno da pinta é irregular;
- Cores, as variações de cores que a pinta apresenta;
- Diâmetro, quando a pinta tiver mais que 6 mm deve ser avaliada por um especialista;
- Evolução, quando a pinta cresce ou se desenvolve.
Mitos e verdades
A informação de qualidade é uma das formas de prevenir e tratar adequadamente o câncer de pele. Por exemplo, é mito que a maquiagem sozinha funciona como proteção solar. Embora algumas linhas já ofereçam FPS junto com a maquiagem, sozinha ela não faz a função de proteger dos raios ultravioleta. Por isso, sempre passe protetor solar, antes de fazer a sua maquiagem. Outro mito é que não é preciso utilizar filtro solar em dias nublados. Mesmo que a radiação seja menor nesses dias, elas ultrapassam as nuvens sem que você perceba.
Em contrapartida, é importante reforçar os pontos verdadeiros sobre o assunto. De fato, pessoas com histórico de queimaduras solares, possuem o dobro de risco de apresentar o câncer de pele durante a vida. Também é verdade que reaplicar o filtro solar a cada duas horas aumenta a proteção, afinal, depois desse tempo a radiação ultravioleta consegue comprometer a estabilidade dos filtros, por isso, a reaplicação é necessária.
Dezembro laranja: Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele
Desde 2014, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove o Dezembro Laranja, uma iniciativa para levar informação de qualidade para as pessoas a fim de prevenir e tratar o câncer de pele. Quando descoberto no início, o câncer de pele tem mais de 90% de chance de cura. Por isso, sempre que você identificar alguma mancha ou pinta com cor e aspecto diferente, não hesite em procurar um dermatologista.
Se você possui algum fator de risco deve procurar um dermatologista para acompanhamento periódico. Caso você não possua nenhum histórico, mas queira tirar dúvidas sobre pintas ou manchas específicas, você pode marcar uma consulta na DermatoVirtual. Com a ajuda da tecnologia, via telemedicina o dermatologista consegue analisar e diagnosticar o câncer de pele e indicar os melhores tratamentos. Se o médico encontrar uma lesão suspeita, ele indicará uma consulta presencial para fazer uma coleta de tecido e pedir uma biópsia.
Felizmente, há vários tratamentos de câncer de pele. A modalidade escolhida varia conforme o tipo e a extensão da doença, mas, normalmente, a maior parte dos carcinomas basocelulares e espinocelulares pode ser tratada com procedimentos simples, como a cirurgia excisional, curetagem, criocirurgia ou cirurgia a laser.
Se você está precisando de uma avaliação de um dermatologista, conheça a DermatoVirtual. O aplicativo é simples e fácil de usar e rapidamente você consegue marcar uma consulta e fazer a triagem.



